Pequenos consumidores

pequeno consumidorO mercado infanto-juvenil movimenta atualmente R$ 50 bilhões no Brasil. Já a publicidade voltada para essa faixa etária investiu R$ 210 milhões só em 2006. São números que ilustram a importância das crianças e dos jovens como público consumidor. A maior responsável por isso, dizem as pesquisas, é a propaganda da TV. Esse público assiste em média 3,5 horas diárias de TV, vendo em torno de 80 propagandas no período.

Um estudo, divulgado em 2003 pela TNS Interscience, empresa que realiza pesquisas de mercado, revelou que nada menos do que 80% das crianças influenciavam os pais nas compras de produtos em supermercados. Isso porque o sentimento de culpa dos adultos por trabalharem fora ajudava na hora de ceder aos pedidos dos pequenos.

Para mudar a ditadura infantil do “eu quero!”, nada melhor do que uma boa orientação, tanto para crianças quanto adultos. Os órgãos de defesa do consumidor foram os primeiros a oferecer cartilhas, programas e projetos que destacam a educação para o consumo. “Este é um conceito que visa não só formar consumidores mais conscientes como também mostrar que é importante consumir de acordo com as suas necessidades”, afirma Maria Inês Colci, coordenadora institucional da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor — Pro Teste.

A entidade lançou, no ano passado, o Programa Pro Teste Jovem: “Educar a criança e o jovem é o ponto de partida para promover essa mudança da cultura do consumo. Ele será um adulto mais preparado, com um olhar mais crítico”. A coordenadora afirma que, hoje, existe um exagero da publicidade, ao disseminar valores que associam o que se tem ao que se é.

Segundo Maria Inês, a escola é outro local privilegiado para se formar consumidores conscientes: “os pais são fundamentais para orientar os filhos, mas a escola também pode fazer a sua parte, discutindo com os alunos o que é consumo e como diferenciar o que é ou não necessário”.

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